À partir do modelo da EMBRAPA de Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos (ZARC) realizou-se uma adaptação às condições ambientais locais do Distrito Federal, que está inserido num bioma savânico de Cerrado e possui características microclimáticas peculiares, marcada por duas estações bem definidas de seca e chuva e amplitudes térmicas acentuadas entre dia e noite. Considerando esta dinâmica abiótica, os modelos topográficos e hidrológicos associados aos dados climáticos e meteorológicos buscam uma aproximação preditiva e estatística dessa realidade para avaliação dos impactos e influência de fatores ambientais estáticos e dinâmicos sobre a bananicultura.
Durante a estação chuvosa ocorre uma mudança no fator limitante dominante. A restrição deixa de estar associada principalmente ao déficit hídrico e passa a depender da capacidade da paisagem em redistribuir e drenar o excesso de água.
Nesse produto, a temperatura mínima é interpretada juntamente com a dinâmica hidrológica da estação úmida. Áreas restritivas podem ocorrer tanto por condições térmicas desfavoráveis quanto por excesso de concentração hídrica em zonas de baixa drenagem, onde a saturação pode reduzir a oxigenação radicular.
A integração da temperatura máxima com a dinâmica hidrológica permite avaliar a relação entre energia disponível, crescimento da planta e comportamento hidrológico do terreno.
Durante o período chuvoso, temperaturas adequadas associadas à boa disponibilidade de água favorecem: expansão foliar, atividade fotossintética reprodução de biomassa. Entretanto, áreas com elevado acúmulo de fluxo, baixa declividade e curvaturas convergentes podem apresentar excesso hídrico, reduzindo a qualidade física do ambiente radicular. Assim, a melhor condição ocorre no equilíbrio entre temperatura favorável e funcionamento hidrológico adequado da paisagem.
De forma geral, o modelo representa uma abordagem topo-hidro-termo-geomorfológica. Essa integração permite adaptar o conceito do ZARC para uma escala local, onde os dados climáticos definem o risco regional e os atributos geomorfométricos derivados do MDE refinam a aptidão dentro da propriedade agrícola.

