Durante a estação seca, o principal fator limitante para a bananicultura é a combinação entre estresse térmico e redução da disponibilidade hídrica no sistema solo-planta. Embora as temperaturas mínimas e máximas representem a condição climática regional, a disponibilidade real de água para a cultura é fortemente modulada pela posição da planta na paisagem. Por esse motivo a dinâmica topo-hidrológica integra variáveis geomorfométricas associadas à retenção e redistribuição da água.
O modelo foi composto pelos atributos TWI (Topographic Wetness Index), HAND (Height Above Nearest Drainage) e Aspect (orientação das vertentes). O TWI representa o potencial de concentração e armazenamento hídrico do terreno, combinando a área de contribuição de fluxo e a declividade. Áreas com maior TWI tendem a apresentar maior permanência de umidade no solo, favorecendo a cultura durante períodos de déficit hídrico.
O HAND complementa essa análise ao representar a posição vertical do terreno em relação à rede de drenagem. Áreas com menor distância vertical aos canais apresentam maior probabilidade de disponibilidade hídrica subsuperficial, enquanto posições mais elevadas da paisagem tendem a apresentar maior drenagem e maior vulnerabilidade ao déficit.
O Aspect atua como controlador microclimático, pois diferentes orientações das vertentes modificam a incidência de radiação solar, temperatura superficial e evapotranspiração. No contexto da estação seca do Cerrado, vertentes mais expostas à radiação podem intensificar perdas de água, enquanto vertentes com menor carga energética tendem a conservar maior umidade.
Assim, essa interação representa a capacidade da paisagem em compensar parcialmente limitações climáticas durante a seca, indicando áreas onde o relevo favorece maior estabilidade hídrica para a bananicultura.


